17 de agosto de 2016

À um ex amor


Querido,

Vim te escrever essas palavras com a última esperança de não ser ignorada, afinal, quem escreve cartas no século XXI? Por outro lado, você pode simplesmente joga-la em um canto qualquer do teu quarto, ou seu destino será direto no lixo que fica ao pé da tua cama, e quer saber? Pouco me importa.
Nunca senti tamanha felicidade como agora. Sair de casa sem se importar se a roupa está combinando, ou se alguém vai olhar para mim. Ouvir a minha música favorita no último volume e dançar quando e como eu quiser, inclusive no meio da rua com todos me olhando. E quer saber? Pouco me importa.
Lembra daquele vestidinho anos 90, rodadinho que eu tenho? Caramba! Eu vesti tanto ele nos últimos que já está na hora de fazer umas remendas; e aquele tênis cor de rosa com cadarço? Esse ai pede socorro!
Usar batom vermelho a qualquer hora do dia ou da noite e ir aos lugares sem maquiagem; pegar um cascão só para mim, derrubar tudo e sair de lá rindo por ser desastrada como criança; tirar o dia só para não fazer nada.
Me isolar quando estiver assistindo uma aula interessante, conversar com todos os garotos e garotas da escola sem se importar o que irão pensar; falar o “eaer how iou” mesmo sabendo que está errado, e com risadinhas malvadas ao fundo (aliás, é assim que escreve?).
Enfim, obrigado por me fazer perceber que não preciso de ninguém para ser feliz, só... precisava me aceitar. Obrigado por todos os momentos felizes, e os de tristeza também, se aprende muito com a dor.
Quando ler essas palavras já estarei no avião, rumo aos meus sonhos malucos, sim, aqueles que você julgava impossível e completamente imaturos.

Por fim, obrigado por me fazer a pessoa mais feliz do mundo!

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