21 de agosto de 2015

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Dependência Tecnológica


Quase não me lembro mais como é ficar sem um celular em mãos e não me sentir indefesa e assustada. 
É verdade, eu sempre fui tímida, então como a maioria dos tímidos eu me acomodei muito bem na era da tecnologia, ganhei meu primeiro computador com 12 anos e naquela época tínhamos uma internet discada que não era lá a melhor coisa do mundo, mesmo assim eu adorava, adorava poder ler sobre coisas legais, assistir vídeos de gatos tocando piano e ouvir musicas de vários outros países, depois conheci a rede social na época era o tal do "orkut",  que nostalgia, comecei adicionando alguns colegas da escola e me tornando mais amiga deles, já que pessoalmente eu não tinha a capacidade de falar com eles, com o tempo o número de amigos aumentou e não eram só colegas de escola, agora eram pessoas que vi na rua, familiares e pessoas com quem acabei achando algum gosto em comum, pessoas de outros estados e até uma garota da Austrália que me ajudou com meu inglês, em pouco tempo tinha uma lista enorme de amigos no "msn", pessoas com quem eu conversava só por meio daquela máquina, que hoje podemos considerar "gigante", mas na época era a melhor coisa do mundo. Alguns anos depois ganhei um computador melhor, depois comecei a trabalhar e comprei um notebook (parcelado em 12x, mas comprei) e por fim, a era dos smartphones, com seus sistemas android, wifi, Bluetooth, suas telas de toque e os milhares de aplicativos que temos disponibilidade. Todo um mundo novo e repleto de novas pessoas, novas culturas, novas informações, tudo em um pequeno aparelho que cabe na palma da minha mão. Como não posso me sentir instigada por esse aparelho? Que acaba com grande parte das minhas necessidades e me proporciona tantas coisas boas. Mas que ao mesmo tempo me causa uma enorme dependência. Ao mesmo tempo que ele me aproxima de pessoas que estão distantes me distancia das que estão por perto, me torna mais insegura quando estou sem o escudo da tela de vidro, me torna mais insatisfeita comigo mesma por não ter as mesmas coisas e a mesma beleza que tanta gente exibe no facebook, me torna mais ingênua por acreditar em tudo que vejo escrito em matérias sensacionalistas. Tem seu lado bom e seu lado ruim, como a maioria das coisas o celular não é exceção.

@cristcamilla