4 de junho de 2015

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Lost City - Capítulo quatro

"Outro dia
Outro verso"
Ela sempre dizia...
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  Parece uma escola. Era tudo que eu pensava subindo aquela escada,  estavamos dentro de uma sala que parecia uma sala de aula, com móveis metálicos e alguns detalhes em vidro azul,  tudo impecável,  como tinha de ser.
-Por favor sentem-se no lugar com seu nome - vi uma mesa com o olograma da minha ficha,  não sei como arrumaram aquela imagem minha, eu parecia sorrir honestamente e não costumo fazer isso nas fotos,  aliás não costumo fazer isso nunca - assinem seu nome no lugar indicado enquanto o scanner trabalha - a voz metálica vinda das paredes dizia - abaixo das suas carteiras vão encontrat uma mochila,  dentro dela terão uma troca de roupa,  elásticos de cabelo,  tênis de corrida,  um estojo com acessórios de higiene pessoal, além de um colar de micro-chip,  peço que utilizem esse acessório durante todo o tempo -  ouvi um pequeno riso vindo da voz metálica,  uma falsa tentativa de parecer mais natural - após assinarem o documento e conferirem os itens favor se dirigirem ao vestiário correspondente e se aprontarem. 
 Assim que ela falou isso vi algumas pessoas terminarem de passar a assinatura e irem para o vestiário. Fiz o mesmo e assinei o documento digital, não conferi a mochila, eu estou em Atlântida é quase impossível que eles errem em algo assim, olhei pro lado e vi Dafine conferindo suas coisas,  esperava espera-lá,  mas me levantei e fui até o vestiário 5,  ela provavelmente faria o mesmo e eu estava nervosa demais pra ficar ali esperando.  Com certeza ia ser um dia estressante. 
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 Depois de 5 horas de exames médicos e avaliações eu ja estava tonta só de ver um scanner ou uma agulha/lâmina ou qualquer coisa que lembrasse aquele pesadelo.
- O que vai querer comer?  - a voz eletrônica perguntou.  O refeitório era todo automotizado como a maioria,  tudo devia ser enlatado ou em cápsulas. 
- Um suco de proteínas e um sanduíche número 3. 
- Mais alguma coisa?  - a voz eletrônica perguntou enquanto a bandeja surgia na minha frente.
 A comida não tinha aparência ruim,  na verdade parecia muito boa,  ainda mais pra quem não tinha comido nada desde ontem. Depois de pegar a bandeja olhei em volta,  normalmente eu comeria sozinha,  mas parecia que todas as mesas estavam com pelo menos 3 pessoas,  então escolhi a que estava com apenas 2 pessoas que pareciam comer caladas do mesmo modo que eu pretendia fazer. 
- Hey - um garoto musculoso disse quando me aproximei daquela mesa,  exibiu um sorriso e olhou para a cadeira ao seu lado.  Droga,  achei que íamos comer calados. 
- Hey - respondi um pouco sem ânimo enquanto me sentava,  meu plano falhou.
- Eu sou Jhon - ele acenou, animado demais, sorridente demais - esse é o Rubens - ele apontou o garoto sentado ao lado,  ele estava encolhido,  os cabelos cobrindo o rosto, mas consegui ouvir uma espécie de cumprimento vindo dele - hey seja mais educado! - o garoto musculoso falou um pouco mais alto. 
- Me desculpe! - Rubens falou assustado -muito prazer - ele disse levantando os olhos e fazendo um aceno com a mão.
- Olá,  meu nome é Lianna - falei olhando pros dois que me olharam por um tempo antes de olharem um para o outro e sorrirem. 
- Quando você chegou?  - Jhon perguntou enquanto voltavamos a comer. 
- Hoje -disse antes de pegar um pedaço do meu sanduíche - e vocês?
- Ontem - Jhon respondeu.
- No primeiro dia...  - Rubens falou um pouco baixo. 
-Atenção novos Atlantianos que chegaram hoje, sejam bem vindos, e compareçam a sala 47 - a voz do auto falante gritou para nós. 
- Estão te chamando - Jhon disse enquanto levantava com a bandeija vazia nas mãos - se prepare,  porque pelas próximas 3 horas você vai aprender muito sobre história, bom... vejo vocês depois, você trouxe a chave tampinha? 
- Uh...  sim - Rubens disse checando os bolsos.  Jhon sorriu e acenou enquanto se afastava. Até mesmo no jeito de andar ele era confiante. 
- Eu vou indo também, foi um prazer te conhecer - disse me levantando. 
- Hey - Rubens chamou antes que eu me levantasse da mesa - os seus olhos... foram muito bem programados... - ele disse ficando vermelho e pela primeira vez pude ver um pouco do seu rosto, muito branco e com os olhos bem azuis,  não quase brancos como os da moça que me recebeu...  um azul cor de céu,  dentro dos olhos dele,  tinha um céu inteiro - quer dizer...  nem parecem programados,  são tão naturais...
- Não são programados!  - disse trincando os dentes.  Odiava quando me falavam isso.
- Mas...  quer dizer...  seus olhos são vermelhos...  - ele disse moderando a voz,  ele queria provar que estava certo,  mas parecia amedontrado demais pra isso - Não existem olhos naturais vermelhos... 
- Nem tudo que é diferente é programado.
Merda.  Um silêncio ficou entre nós,  ele ainda olhava nos meus olhos e eu ainda encarava o céu dentro dele.
- Me desculpe - ele falou baixo, e baixou o rosto.
- Preciso ir - disse saindo da mesa com a bandeja nas mãos. 
- Vejo você depois! - ele tentou gritar um pouco depois.
- Hey pessoinhas!  Desculpa não ter postado no dia certo, tive alguns probleminhas.  Espero que estejam gostando da história, estou mudando um monte de coisas entao não sei se está realmente bom. Enfim, continuem acompanhando :3

@cristcamilla